Arquivar 2019

Vitiligo mitos e verdades

Quase 2% da população mundial tem vitiligo ou apresenta indícios da doença. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que mais de 2 milhões de pessoas são portadoras da patologia no Brasil. 

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou à ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.

O distúrbio é caracterizado por lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele com uma distribuição característica.  O tamanho das manchas é variável. O vitiligo possui diversas opções terapêuticas, que variam conforme o quadro clínico de cada paciente. O dermatologista é o profissional mais indicado para realizar o diagnóstico e tratamento da doença.

Vale ressaltar que o vitiligo não é contagioso. Uma pessoa com vitiligo não pode transmiti-la a outra pessoa, mesmo que as manchas aparecem em diferentes partes do corpo.

Quais os sintomas do Vitiligo?

O principal sintoma do vitiligo são manchas brancas na pele. E isso pode afetar qualquer área do corpo, mesmo as áreas ao redor dos olhos, narinas, dentro da boca ou outras membranas mucosas, na área interna do sistema auditivo e nas áreas expostas ao sol, como: mãos, pés, braços e rosto. As manchas podem ser grandes ou pequenas e apresentam os seguintes padrões:

Segmentar ou focal: manchas brancas tendem a ser menores e aparecem em uma ou algumas áreas. Quando o vitiligo aparece em um padrão focal ou segmentar, ele tende a permanecer em uma área ou em um lado do corpo. Muitas vezes continua por mais ou menos um ano e depois para. Também progride mais lentamente que o vitiligo generalizado.

Não segmentar ou generalizada: manchas brancas generalizadas aparecem simetricamente em ambos os lados do corpo. Esse é o padrão mais comum e pode afetar as células pigmentares em qualquer parte do corpo. Não há como determinar quando, se ou com que rapidez as manchas serão desenvolvidas.

Um estudo da Trusted Source mostrou que 75% das pessoas com vitiligo têm perda de pigmento nas mãos e no rosto. Outras áreas comuns estão nas dobras do corpo, como a pele sob os braços e ao redor da virilha.

O que aumenta o risco de Vitiligo?

Não se sabe exatamente o que causa o vitiligo. A condição não parece ser hereditaria. A maioria das pessoas com vitiligo não tem histórico familiar do distúrbio. Mas o histórico familiar de vitiligo ou outras condições autoimunes pode aumentar seu risco, mesmo que não cause vitiligo.

Outro fator de risco pode ser genes associados ao vitiligo, incluindo NLRP1 e PTPN22

A maioria dos pesquisadores acredita que o vitiligo é um distúrbio autoimune porque o corpo do paciente está atacando suas próprias células. Mas também não está claro como seu corpo ataca essas células pigmentares. O que se sabe é que cerca de 20% da fonte confiável de pessoas com vitiligo também têm outro distúrbio autoimune. Dependendo da população, esses distúrbios podem incluir:

  • Esclerodermia, um distúrbio do tecido conjuntivo do corpo
  • Lúpus
  • Tireoidite, causada por um funcionamento inadequado da tireoide
  • Psoríase
  • Alopecia areata ou calvície
  • Diabetes tipo 1
  • Anemia perniciosa, incapacidade de absorver vitamina B-12
  • Doença de Addison
  • Artrite reumatoide

Alguns especialistas também relatam vitiligo aparecendo após incidentes de:

Queimaduras solares graves ou cortes exposição a toxinas e produtos químicos

Altos níveis de estresse

Quais são as complicações do vitiligo?

O vitiligo tem poucos efeitos colaterais físicos. As complicações mais graves podem afetar os ouvidos e os olhos, mas não são comuns. O principal efeito físico é que a perda de pigmento aumenta o risco de queimaduras solares. Contudo, recomenda-se ao paciente proteger a pele aplicando protetor solar com um FPS 30 e vestindo roupas de proteção solar.

No entanto, o vitiligo pode ocasionar efeitos psicológicos significativos. Estima-se que mais de 50% das pessoas com o distúrbio apresentem sequelas negativas em seus relacionamentos. Algumas delas inclusive, pensam sobre a aparência o dia todo. Evitando assim, exposição externa como: pratica de atividades físicas, eventos sociais e quadros de depressão e ansiedade.

Como diagnosticar o Vitiligo?

Durante consulta de rotina, o médico fará um exame físico, perguntará sobre o histórico médico de cada paciente e realizará testes laboratoriais. É importante relatar eventos que possam ser fatores contribuintes, como queimaduras recentes, envelhecimento prematuro dos cabelos ou doenças autoimunes. Informe também ao médico se alguém da sua família tiver vitiligo ou outras doenças de pele.

O seu médico também pode usar uma lâmpada ultravioleta para procurar por manchas de vitiligo. A lâmpada, também conhecida como lâmpada de Wood, ajuda seu médico a encontrar diferenças entre vitiligo e outras condições da pele.

Às vezes, o médico pode querer uma amostra de pele, conhecida como biópsia. As biópsias de pele podem aparecer se o paciente ainda possui células produtoras de pigmentos na área do corpo. Os exames de sangue podem ajudar a diagnosticar outros problemas que podem acompanhar o vitiligo, como problemas de tireóide, diabetes ou anemia.

Tratamento do Vitiligo em Manaus

Há dois anos, a Fundação Alfredo da Matta (Fuam), em Manaus, oferece o serviço de Fototerapia, que atende em média 130 pacientes com doenças dermatológicas, incluindo casos de vitiligo. Atualmente a unidade de saúde é a unica instituição a disponibilizar o serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas. Caso você precise agendar uma consulta particular com um dermatologista em manaus , agende sua consulta pelo ipok

O atendimento funciona às terças-feiras e sextas, manhã e tarde, e às segundas-feiras pela manhã.

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Dermatologia, Fundação Alfredo da Matta e International Society of Dermatology

Mamoplastia de aumento ou silicone dos seios

A mamoplastia de aumento ou silicone dos seios como é conhecida,  tornou-se a cirurgia da moda. Qual é a mulher que não sonha em colocar um silicone?

Esse procedimento estético para colocar a prótese de silicone pode ser indicado quando a mulher tem os seios muito pequenos, mamas proporcionalmente diferentes ou quando passa por uma cirurgia de retirada de tumores quando é necessário retirar a mama ou parte dela (câncer de mama).

Esse tipo de cirurgia pode ser feita a partir dos 15 anos de idade quando a pessoa tem autorização por parte dos pais, a duração da cirurgia demora cerca de 45 minutos e a pessoa pode ficar internada entre 1 e 2 dias. A cirurgia é realizada com anestesia geral ou bloqueio regional. 

Após a decisão de colocar as próteses de silicone, a pessoa deve procurar um bom cirurgião plástico para a realização da mesma e certifica-se sobre o registro do profissional na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). 

Como é feita a escolha da prótese de silicone?

Quanto a escolha da prótese de silicone, o profissional e a paciente podem decidir sobre a forma da prótese, perfil, tamanho e local de colocação da prótese.

Forma da prótese: o procedimento pode ser feito através de formas redondas, gotas ou as mais naturais, tudo depende da escolha da paciente. 

Perfil da prótese: o perfil é classificado em baixo, médio ou alto.

Tamanho da prótese: o tamanho varia de acordo com a altura da paciente, pode variar entre 200ml até 600 ml conforme a preferência da paciente.   Os volumes mais comuns são os implantes de silicone entre 300ml e 400ml.

O Dr Euler Ribeiro Filho, é referência em cirurgia plástica em Manaus

O que é psoríase

Entenda a psoríase: o que é, como se manifesta e como tratá-la

 A psoríase é uma doença inflamatória, crônica, que acomete igualmente homens e mulheres. Estima-se que de 1 a 3% da população mundial apresente a doença, ou seja, mais de 125 milhões de pessoas no mundo e  mais de 5 milhões apenas no Brasil. A psoríase manifesta-se principalmente por lesões cutâneas, geralmente como placas avermelhadas, espessas, bem delimitadas, com descamação, que podem surgir em qualquer local do corpo. Existem várias formas da doença, sendo a mais frequente a psoríase em placa, que ocorre em 80% a 90% dos pacientes, com as lesões podendo surgir em qualquer parte da pele, sendo mais frequentes no couro cabeludo, cotovelos e joelhos.

Tipos

São vários os tipos de psoríase, que se apresentam e também são tratados de formas diferentes. Dentre eles estão:

  • Psoríase Vulgar ou em placas: É a forma mais comum da doença, caracterizada por lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos. Algumas vezes elas podem coçar, causar dor e atingir todas as partes do corpo, inclusive genitais e dentro da boca do paciente. Nos casos considerados mais graves, a pele ao redor das articulações pode rachar e sangrar.
  • Psoríase Invertida: É a psoríase em forma de manchas inflamadas e vermelhas que atingem, principalmente, as áreas mais úmidas do corpo, onde normalmente se formam dobras, como nas axilas, virilhas, em baixo dos seios e ao redor dos órgãos genitais. No caso de pessoas com obesidade, esse tipo de psoríase pode ser agravado, da mesma forma quando há sudorese excessiva e atrito na região.
  • Psoríase Gutata: De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, este tipo da doença é mais comum entre crianças e jovens com menos de 30 anos. A psoríase gutata geralmente é desencadeada por infecções bacterianas, como as de garganta, por exemplo. São formadas pequenas feridas, em forma de gota, que são cobertas por uma fina “escama”. Normalmente aparecem no tronco, pernas, braços e couro cabeludo.
  • Psoríase Ungueal: É o tipo de psoríase que afeta os dedos e unhas das mãos e dos pés. Ela faz com que a unha cresça de forma anormal, engrosse e escame, perca a cor, surgindo depressões puntiformes ou manchas amareladas. Em alguns casos a unha acaba por se descolar da carne ou esfarelar.
  • Psoríase Pustulosa: Esta é uma forma rara de psoríase, em que podem aparecer manchas em todas as partes do corpo ou se concentrar em áreas menores, como pés e mãos. Elas se desenvolvem rapidamente, formando bolhas cheias de pus poucas horas depois da pele se tornar vermelha. Essas bolhas normalmente secam dentro de um ou dois dias, mas podem reaparecer durante vários dias ou semanas, ocasionando febre, calafrios, fadiga e coceira intensa.
  • Psoríase Eritrodérmica: É o tipo menos comum das psoríases, com lesões generalizadas em 75% do corpo ou mais, com manchas vermelhas que podem coçar ou arder de forma intensa, levando a manifestações sistêmicas. São vários os fatores que podem desencadear este tipo de psoríase, dentre eles tratamentos intempestivos com o uso ou retirada abrupta de corticosteroides, infecções, queimaduras graves, ou outro tipo de psoríase que foi mal controlada.
  • Psoríase Artropática ou Artrite Psoriásica: Este tipo da doença pode estar relacionada a qualquer forma clínica da psoríase e, além de apresentar inflamação na pele e descamação, a psoríase artropática ou artrite psoriásica, também é caracterizada por fortes dores nas articulações e pode causar rigidez progressiva.
  • Psoríase Palmo-plantar: As lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e nas solas dos pés.

Durante a evolução, essas lesões podem mudar de tamanho, forma e localização e, em casos excepcionais, acometer toda a pele (psoríase eritrodérmica). Ela também pode manifestar-se em áreas de dobras (psoríase invertida), nas palmas das mãos e plantas dos pés (psoríase palmoplantar), ou apresentar bolhas com pus (psoríase pustulosa). Também é comum o acometimento das unhas, podendo levar ao descolamento, surgimento de manchas e outras deformidades. Pode surgir em qualquer fase da vida, sendo mais frequente o seu aparecimento antes dos 30 anos ou após os 50 anos.

Causas

Não se sabe a causa exata da psoríase. O que se acredita até agora é que em nosso sistema imunológico existe uma célula conhecida como célula T, que percorre todo o corpo humano em busca de elementos estranhos, como vírus e bactérias, com o intuito de combatê-los. Se a pessoa tem psoríase, as células T acabam atacando células saudáveis da pele, como se fosse para cicatrizar uma ferida ou tratar uma infecção.

Isso costuma trazer várias consequências, como a dilatação de vasos sanguíneos e o aumento no número de glóbulos brancos, que avançam para camadas mais externas da pele de forma muito rápida, provocando lesões avermelhadas. Trata-se de um ciclo ininterrupto, que só tem fim com o tratamento adequado.

Acredita-se que a genética tem um papel determinante em boa parte dos casos de psoríase, mas, que fatores ambientais também estejam envolvidos. Uma em cada 3 pessoas com psoríase relata ter um parente com a doença, e acredita-se que até 10% da população geral possa herdar um ou mais genes que predisponham o desenvolvimento da psoríase. No entanto, somente 2% a 3% de fato desenvolvem a doença.

Fatores de risco

  • Histórico familiar: talvez este seja o fator de risco mais significativo para psoríase. Quanto mais parentes diagnosticados com a doença o paciente tiver, mais chances de desenvolver a doença
  • Infecção bacteriana ou viral: pessoas com quadros constantes de infecção têm igualmente mais chances de serem diagnosticadas com a doença
  • HIV/Aids: pessoas com Aids ou portadoras do vírus HIV, que têm deficiência no sistema imunológico, também são mais propensas a desenvolver a psoríase
  • Estresse: ele também pode impactar no sistema imunológico
  • Obesidade: o excesso de peso facilita o desenvolvimento da doença
  • Fumo: o uso do cigarro não só é um fator de risco para psoríase como também pode determinar o quão grave será a doença

Sintomas de Psoríase 

Os sintomas da psoríase variam de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem os seguintes:

  • Lesões avermelhadas na pele, cobertas com uma camada brancoprateada e descamativa
  • Pequenas manchas vermelhas
  • Pele seca, com facilidade para sangramentos
  • Unhas espessas e esfareladas, amareladas, descoladas e com furinhos na superfície
  • Inchaço nas articulações
  • Articulações rígidas e doloridas
  • Placas e descamações no couro cabeludo, cotovelos e joelhos

Tratamento de Psoríase

Existem diversos tipos de tratamento para psoríase, mas todos têm pelo menos um dos seguintes objetivos:

  • Reduzir a inflamação e formação das placas, fazendo com que as células da pele parem de crescer tão rapidamente
  • Regular e normalizar a aparência da pele

Para isso, existem três opções gerais de tratamento: tópico (cremes e pomadas), sistêmico e por fototerapia. A escolha dependerá do tipo de psoríase desenvolvida e do histórico do paciente. Apenas o médico poderá indicar qual o melhor tratamento.

Normalmente é possível tratar pacientes que apresentam uma forma leve de psoríase, com pequenas e poucas lesões cutâneas, sem comprometimento das articulações, com medicações tópicas, além de orientações sobre os benefícios dos hidratantes e da exposição solar (leve e protegida) na psoríase. Dentre os medicamentos tópicos que podem ser receitados estão as pomadas com corticoides e outras substâncias que sejam mais adequadas, caso a caso, para aliviar os sintomas. Encontre um dermatologista em manaus e agende sua consulta.

Já os pacientes que apresentam formas de psoríase mais graves frequentemente necessitam de medicamentos sistêmicos, que são os de uso via oral, subcutâneo, intramuscular, ou intravenoso, para o controle da doença. Eles também são indicados nos casos em que apenas com o tratamento tópico não se obteve o resultado esperado.

Dentre as classes de medicamentos sistêmicos para o tratamento da psoríase podem ser citados:

  • Imunossupressores: esse tipo de medicamento atua no sistema imunológico diminuindo a capacidade do organismo atacar ele mesmo
  • Medicamentos biológicos: são moléculas de natureza proteica, produzidas com o auxílio da engenharia genética, usadas para tratar doenças autoimunes. Eles são indicados, especialmente, nos casos resistentes aos tratamentos convencionais ou que já apresentem restrição a eles pelo desenvolvimento de efeitos colaterais.

Também pode ser usada a fototerapia, que é um procedimento no qual a pele é cuidadosamente exposta à luz ultravioleta, ou a PUVAterapia, que é a utilização de psoralênicos mais fototerapia com ultravioleta A. A fototerapia para psoríase pode ser aplicada com luz ultravioleta A (UVA) ou ultravioleta B (UVB).

Encontre um dermatologista em manaus e agende sua consulta.

O que é vitiligo

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou à ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.

A doença é caracterizada por lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele com uma distribuição característica.  O tamanho das manchas é variável. O vitiligo possui diversas opções terapêuticas, que variam conforme o quadro clínico de cada paciente. O dermatologista é o profissional mais indicado para realizar o diagnóstico e tratamento da doença.

Importante: o vitiligo não é contagioso e não traz prejuízos à saúde física

Sintomas

A maioria dos pacientes de vitiligo não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. Em alguns casos, relatam sentir sensibilidade e dor na área afetada.  Entretanto, uma grande preocupação dos dermatologistas são os sintomas emocionais que os pacientes podem desenvolver em decorrência da doença.

Quando o vitiligo é detectado, o dermatologista pode classificá-lo por dois tipos:

  • Segmentar ou Unilateral: manifesta-se apenas em uma parte do corpo,  normalmente quando o paciente ainda é jovem. Pelos e cabelos também podem perder a coloração.
  • Não segmentar ou Bilateral: é o tipo mais comum; manifesta-se nos dois lados do corpo, por exemplo, duas mãos, dois pés, dois joelhos. Em geral, as manchas surgem inicialmente em extremidades como mãos, pés, nariz e boca. Há ciclos de perda de cor e épocas em que a doença se desenvolve. Depois, há períodos de estagnação. Estes ciclos ocorrem durante toda a vida; a duração dos ciclos e as áreas despigmentadas tendem a se tornar maiores com o tempo.

O diagnóstico do vitiligo é essencialmente clínico, pois as manchas hipopigmentadas têm, geralmente, localização e distribuição características. A biópsia cutânea revela a ausência completa de melanócitos nas zonas afetadas, exceto nos bordos da lesão, e o exame com lâmpada de Wood pode ajudar na detecção da doença em pacientes de pele branca.

Análises sanguíneas deverão incluir um estudo imunológico que poderá revelar a presença de outras doenças autoimunes como hepatite autoimune e doença de Addison ou doenças da tireoide. O histórico familiar também é considerado, pois cerca de 30% dos pacientes têm algum parente com a doença.

É bom salientar que o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista. Ele irá determinar o tipo de vitiligo do paciente, verificar se há alguma doença autoimune associada e indicar a terapêutica mais adequada.

Tratamentos

Atualmente, existem resultados excelentes nos tratamento da doença, o fato de não se poder falar em cura, não quer dizer que não haja várias opções terapêuticas. O paciente tem que acreditar e buscar ajuda médica.

O tratamento visa cessar o aumento das lesões (estabilização do quadro) e também a repigmentação da pele. Existem medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas como tacrolimus derivados de vitamina D e corticosteroides.

A fototerapia com radiação ultravioleta B banda estreita (UVB-nb) é indicada para quase todas as formas de vitiligo, com resultados excelentes, principalmente para lesões da face e tronco. Pode ser usada também a fototerapia com ultravioleta A (PUVA). Também se pode empregar tecnologias como o laser, bem como técnicas cirúrgicas ou de transplante de melanócitos. Algumas novas medicações estão em fase de pesquisas e/ou estudos e devem surgir lançamentos em médio prazo. Muito cuidado com medicamentos ditos milagrosos, fórmulas ditas naturais e receitas dadas por leigos, pois podem levar à frustração e também a reações adversas graves.

O tratamento do vitiligo é individualizado e deve ser discutido com um dermatologista em manaus, conforme as características de cada paciente. Os resultados podem variar consideravelmente entre uma pessoa e outra.  Por isso, somente um profissional qualificado pode indicar a melhor opção. É importante lembrar que a doença pode ter um excelente controle com a terapêutica adequada e repigmentação completa, sem nenhuma diferenciação de cor.

Prevenção

Pacientes devem evitar fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, como usar roupas apertadas, ou que provoquem atrito ou pressão sobre a pele, e diminuir a exposição solar. Controlar o estresse é outra medida bem-vinda.

As lesões provocadas pela doença, não raro, impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima. Por isso, na maioria casos, recomenda-se o acompanhamento psicológico, que pode ter efeitos bastante positivos nos resultados do tratamento.  

Encontre dermatologistas em Manaus e agende uma consulta.

O que há de novo para Calvície Masculina?

calvice careca

É impressionante a quantidade de pesquisa que vem sendo realizadas no campo da Tricologia, e temos sim muitos avanços quanto ao tratamento da calvície, também conhecida como alopecia androgenética masculina.

Até há uns anos atrás realmente não se tinham muitos recursos para o tratamento desta doença, porém, atualmente temos à nossa disposição outras opções diferentes da loção do minoxidil e da finasterida oral para potencializar o crescimento dos fios.

Algumas destas novidades vem aparecendo nos grandes congressos como novos recursos eficazes no tratamento da calvície, tais como:

  • Minoxidil Oral;
  • LLLT – laser de baixa potência;
  • Intradermoterapia de medicações e ativos; 
  • Microagulhamento;
  • Plasma rico em plaquetas (permitido no Brasil apenas para fins de pesquisa)

A avaliação individual de cada caso, aliada a triagem rigorosa para algumas doenças e o diagnóstico correto, são de fundamental importância para a condução de cada caso. Não há receita de bolo ou fórmula mágica, para cada paciente haverá uma melhor opção de tratamento a depender das suas características clínicas e do grau de evolução da sua calvície.

Texto desenvolvido pela Dra. Danielle Cristine Westphal, Especialista em Dermatologia e Tricologia – caso você deseje agendar uma consulta acesse: https://ipok.app/profissional/daniellecristine