Vitiligo mitos e verdades

Vitiligo mitos e verdades

Quase 2% da população mundial tem vitiligo ou apresenta indícios da doença. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que mais de 2 milhões de pessoas são portadoras da patologia no Brasil. 

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou à ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.

O distúrbio é caracterizado por lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele com uma distribuição característica.  O tamanho das manchas é variável. O vitiligo possui diversas opções terapêuticas, que variam conforme o quadro clínico de cada paciente. O dermatologista é o profissional mais indicado para realizar o diagnóstico e tratamento da doença.

Vale ressaltar que o vitiligo não é contagioso. Uma pessoa com vitiligo não pode transmiti-la a outra pessoa, mesmo que as manchas aparecem em diferentes partes do corpo.

Quais os sintomas do Vitiligo?

O principal sintoma do vitiligo são manchas brancas na pele. E isso pode afetar qualquer área do corpo, mesmo as áreas ao redor dos olhos, narinas, dentro da boca ou outras membranas mucosas, na área interna do sistema auditivo e nas áreas expostas ao sol, como: mãos, pés, braços e rosto. As manchas podem ser grandes ou pequenas e apresentam os seguintes padrões:

Segmentar ou focal: manchas brancas tendem a ser menores e aparecem em uma ou algumas áreas. Quando o vitiligo aparece em um padrão focal ou segmentar, ele tende a permanecer em uma área ou em um lado do corpo. Muitas vezes continua por mais ou menos um ano e depois para. Também progride mais lentamente que o vitiligo generalizado.

Não segmentar ou generalizada: manchas brancas generalizadas aparecem simetricamente em ambos os lados do corpo. Esse é o padrão mais comum e pode afetar as células pigmentares em qualquer parte do corpo. Não há como determinar quando, se ou com que rapidez as manchas serão desenvolvidas.

Um estudo da Trusted Source mostrou que 75% das pessoas com vitiligo têm perda de pigmento nas mãos e no rosto. Outras áreas comuns estão nas dobras do corpo, como a pele sob os braços e ao redor da virilha.

O que aumenta o risco de Vitiligo?

Não se sabe exatamente o que causa o vitiligo. A condição não parece ser hereditaria. A maioria das pessoas com vitiligo não tem histórico familiar do distúrbio. Mas o histórico familiar de vitiligo ou outras condições autoimunes pode aumentar seu risco, mesmo que não cause vitiligo.

Outro fator de risco pode ser genes associados ao vitiligo, incluindo NLRP1 e PTPN22

A maioria dos pesquisadores acredita que o vitiligo é um distúrbio autoimune porque o corpo do paciente está atacando suas próprias células. Mas também não está claro como seu corpo ataca essas células pigmentares. O que se sabe é que cerca de 20% da fonte confiável de pessoas com vitiligo também têm outro distúrbio autoimune. Dependendo da população, esses distúrbios podem incluir:

  • Esclerodermia, um distúrbio do tecido conjuntivo do corpo
  • Lúpus
  • Tireoidite, causada por um funcionamento inadequado da tireoide
  • Psoríase
  • Alopecia areata ou calvície
  • Diabetes tipo 1
  • Anemia perniciosa, incapacidade de absorver vitamina B-12
  • Doença de Addison
  • Artrite reumatoide

Alguns especialistas também relatam vitiligo aparecendo após incidentes de:

Queimaduras solares graves ou cortes exposição a toxinas e produtos químicos

Altos níveis de estresse

Quais são as complicações do vitiligo?

O vitiligo tem poucos efeitos colaterais físicos. As complicações mais graves podem afetar os ouvidos e os olhos, mas não são comuns. O principal efeito físico é que a perda de pigmento aumenta o risco de queimaduras solares. Contudo, recomenda-se ao paciente proteger a pele aplicando protetor solar com um FPS 30 e vestindo roupas de proteção solar.

No entanto, o vitiligo pode ocasionar efeitos psicológicos significativos. Estima-se que mais de 50% das pessoas com o distúrbio apresentem sequelas negativas em seus relacionamentos. Algumas delas inclusive, pensam sobre a aparência o dia todo. Evitando assim, exposição externa como: pratica de atividades físicas, eventos sociais e quadros de depressão e ansiedade.

Como diagnosticar o Vitiligo?

Durante consulta de rotina, o médico fará um exame físico, perguntará sobre o histórico médico de cada paciente e realizará testes laboratoriais. É importante relatar eventos que possam ser fatores contribuintes, como queimaduras recentes, envelhecimento prematuro dos cabelos ou doenças autoimunes. Informe também ao médico se alguém da sua família tiver vitiligo ou outras doenças de pele.

O seu médico também pode usar uma lâmpada ultravioleta para procurar por manchas de vitiligo. A lâmpada, também conhecida como lâmpada de Wood, ajuda seu médico a encontrar diferenças entre vitiligo e outras condições da pele.

Às vezes, o médico pode querer uma amostra de pele, conhecida como biópsia. As biópsias de pele podem aparecer se o paciente ainda possui células produtoras de pigmentos na área do corpo. Os exames de sangue podem ajudar a diagnosticar outros problemas que podem acompanhar o vitiligo, como problemas de tireóide, diabetes ou anemia.

Tratamento do Vitiligo em Manaus

Há dois anos, a Fundação Alfredo da Matta (Fuam), em Manaus, oferece o serviço de Fototerapia, que atende em média 130 pacientes com doenças dermatológicas, incluindo casos de vitiligo. Atualmente a unidade de saúde é a unica instituição a disponibilizar o serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas. Caso você precise agendar uma consulta particular com um dermatologista em manaus , agende sua consulta pelo ipok

O atendimento funciona às terças-feiras e sextas, manhã e tarde, e às segundas-feiras pela manhã.

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Dermatologia, Fundação Alfredo da Matta e International Society of Dermatology

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